O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou a realização de diligências para reunir documentos das Forças Armadas sobre a trajetória militar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida ocorre no âmbito do processo que discute a possível perda da patente de capitão do ex-presidente, após sua condenação por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O que você precisa saber
- O STM intimou o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério daDefesaa apresentarem registros funcionais.
- A defesa busca produzir provas documentais, incluindo histórico disciplinar e avaliações de desempenho.
- O processo avalia se o ex-presidente é indigno ou incompatível com o oficialato militar.
A Corte Militar, sob relatoria do ministro Carlos Vuyk de Aquino, determinou que os órgãos forneçam prontuários e registros de condecorações. Caso não existam documentos, as instituições devem emitir certidão negativa. O procedimento segue as normas para militares condenados a penas superiores a dois anos, que podem ser submetidos à perda de posto e patente.
Argumentos do Ministério Público Militar
Segundo o Ministério Público Militar, a conduta de Jair Bolsonaro violou oito regras éticas fundamentais da caserna. Entre os pontos citados estão o dever de probidade, o respeito à dignidade humana e o acatamento às autoridades civis. O órgão também solicita a perda de patente de outros militares, como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Contexto do processo
O caso encontra-se atualmente na fase de coleta de provas. Após a análise dos documentos enviados pelas Forças Armadas, a defesa terá oportunidade de se manifestar antes do julgamento final pelo tribunal. O desfecho desta ação pode impactar a situação jurídica e os direitos previdenciários associados à carreira militar do ex-presidente, enquanto a Política econômica do país segue monitorada por investidores.
Fonte: Estadão