O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu novas diretrizes para o mercado preditivo no Brasil, delimitando os limites para a negociação de derivativos fora do setor financeiro. A medida impacta companhias que intermediam contratos baseados em eventos esportivos, políticos, eleitorais ou de entretenimento, restringindo o envolvimento direto de instituições financeiras nessas operações.
O que você precisa saber
- O CMN definiu o escopo dos derivativos permitidos no mercado preditivo nacional.
- Contratos sem natureza econômico-financeira clara passam a sofrer maior vigilância.
- AComissão de Valores Mobiliários(CVM) ganha poder para vetar ativos sem lastro em referenciais econômicos.
A iniciativa visa impedir que o mercado de apostas e previsões se misture indevidamente com o sistema financeiro regulado. A regulação reforça o compromisso com a transparência, tema constante na supervisão de produtos digitais, conforme observado quando o Banco Central alterou regras para ampliar a segurança do sistema financeiro nacional.
Impacto no setor de derivativos
Ao limitar a atuação de instituições financeiras em eventos de natureza social ou cultural, o órgão regulador busca mitigar riscos sistêmicos e proteger o investidor de ativos especulativos. A decisão atua como um freio em iniciativas que visavam transformar eventos cotidianos em ativos financeiros negociáveis sem a devida fundamentação econômica.
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Fonte: Globo