Casterra planeja expansão de mamona no Brasil para biocombustíveis

A Casterra planeja expandir o cultivo de mamona no Brasil para 200 mil hectares em cinco anos, visando atender a demanda do setor de biocombustíveis.
Plantação de mamona em área experimental na Bahia para fins de biocombustível. Plantação de mamona em área experimental na Bahia para fins de biocombustível.
Casterra planeja expansão de mamona no Brasil para biocombustíveis em destaque no AEconomia.news.

A empresa israelense Casterra, subsidiária da companhia de biotecnologia Evogene, define planos estratégicos para expandir o cultivo de mamona no Brasil, com foco voltado ao mercado de biocombustíveis. A meta da companhia é atingir a marca de 200 mil hectares de área plantada nos próximos cinco anos, aproveitando a infraestrutura nacional para a produção de energias renováveis.

Expansão e estratégia comercial

Atualmente, a participação da mamona na matriz agrícola brasileira é reduzida em comparação a outras commodities. Segundo dados da Conab, a previsão para a safra 2025/26 é de que a cultura ocupe 76,2 mil hectares, valor distante dos 48 milhões destinados à soja. Após testes bem-sucedidos na Bahia em 74 hectares, a empresa busca agora estabelecer parcerias com produtores rurais para ganho de escala.

Investimentos e metas de longo prazo

Ofer Haviv, CEO da Casterra, projeta um cenário onde a área de cultivo alcance 1 milhão de hectares dentro de uma década. O planejamento estratégico foca no plantio durante a segunda safra, popularmente conhecida como safrinha. Para viabilizar a operação, a organização planeja aportes entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões em marketing, suporte agronômico e unidades de produção de sementes.

Tecnologia e eficiência no campo

A companhia concentra esforços em melhorias genéticas e novos protocolos de manejo. Para otimizar a colheita, a Casterra firmou um acordo com uma empresa italiana visando o aprimoramento de maquinário específico, com o intuito de reduzir perdas de grãos. O objetivo central é elevar a produtividade para atender à crescente demanda do setor de Energia.

Fonte: Moneytimes

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