A Sinosure, seguradora estatal chinesa, amplia a oferta de crédito para empresas brasileiras que buscam importar insumos e equipamentos da China. O mecanismo permite que importadores locais utilizem o seguro de crédito à exportação para estender prazos de pagamento, aliviando o fluxo de caixa em um momento de taxas de juros elevadas no Brasil.
A estrutura funciona como um suporte vital para setores como o agronegocio, eliminando a necessidade de antecipar o pagamento integral aos fornecedores chineses. Com a garantia da estatal, os exportadores conseguem oferecer prazos de pagamento entre 90 e 120 dias, reduzindo a dependência de linhas bancárias tradicionais.
Como funciona o mecanismo de crédito
A Sinosure protege o exportador chinês contra o risco de inadimplência do comprador internacional. Ao mitigar esse risco, a instituição permite que o importador brasileiro receba as mercadorias antes da quitação, que pode ser feita após o processamento ou venda dos produtos. Consultorias, como a Axton Global, facilitam a conexão entre as companhias nacionais e o sistema de crédito chinês.
O modelo ganha relevância para empresas que buscam otimizar o capital de giro. Em 2024, a seguradora cobriu aproximadamente US$ 1 trilhão em embarques globais, consolidando-se como uma ferramenta de escala para o mercado internacional, embora ainda seja subutilizada por empresas de médio porte no Brasil.
Critérios de acesso ao financiamento
O acesso aos recursos via Sinosure depende da conformidade das empresas com padrões de governança e histórico financeiro. Entre os requisitos básicos para as companhias brasileiras estão:
- Volume de importação anual a partir de US$ 200 mil.
- Faturamento anual superior a US$ 1 milhão.
- Apresentação de pelo menos um ano de demonstrações financeiras consistentes.
A análise de crédito concentra-se na capacidade de pagamento do importador e é flexível em relação aos tipos de produtos. O objetivo central da iniciativa é reduzir o custo financeiro das importações, garantindo que as empresas nacionais mantenham o ritmo operacional sem a necessidade de imobilizar grandes volumes de recursos em caixa.
Fonte: Moneytimes