Alerj pede ao STF que Douglas Ruas assuma governo do Rio

A Alerj pede ao STF que o deputado Douglas Ruas assuma o governo do Rio, alegando a necessidade de retomar a ordem constitucional após sua eleição.
Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Alerj pede ao STF que Douglas Ruas assuma governo do Rio em destaque no AEconomia.news.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o deputado Douglas Ruas seja reconhecido como o primeiro sucessor constitucional e assuma o cargo de governador em exercício do Estado. A Procuradoria-Geral da Alerj argumenta que a permanência do presidente do Tribunal de Justiça na chefia do Executivo fluminense configurava uma medida excepcional, justificável apenas enquanto a presidência do Legislativo permanecia vaga.

Edifício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

O que você precisa saber

  • A Alerj defende que a eleição de Douglas Ruas resolve o entrave sucessório, exigindo a retomada da ordem constitucional.
  • O pedido foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator da ação que analisa as normas de sucessão no estado.
  • A Procuradoria aponta riscos de inconstitucionalidade em atos administrativos praticados durante a gestão interina atual.

Conforme a Constituição estadual, a recomposição da Presidência da Assembleia obriga o retorno imediato à linha sucessória convencional. O deputado Douglas Ruas (PL) declarou que a iniciativa busca assegurar que o STF avalie fatos atualizados, em cumprimento ao dever institucional da Casa legislativa.

Argumentos jurídicos e precedentes

A Alerj ressalta que o debate sobre a forma definitiva de recomposição do Governo estadual possui natureza distinta da sucessão imediata no Executivo. A defesa sustenta que a manutenção do presidente do Tribunal de Justiça no posto, após a eleição de um novo dirigente na Alerj, compromete a segurança jurídica e a isonomia dos Poderes.

O documento utiliza como precedente a situação do Amazonas, onde o chefe do Legislativo estadual assumiu o Executivo diante de um quadro de dupla vacância. A crise política no Rio de Janeiro segue sob análise do STF, com o julgamento sobre o processo eleitoral atualmente suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Fonte: Infomoney

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