Governo da Argentina propõe fim de eleições primárias obrigatórias

O governo da Argentina propôs ao Congresso a extinção das eleições primárias obrigatórias, buscando cortar gastos e aumentar a austeridade fiscal.
Fachada do Congresso da Argentina em Buenos Aires. Fachada do Congresso da Argentina em Buenos Aires.
Governo da Argentina propõe fim de eleições primárias obrigatórias em destaque no AEconomia.news.

O governo da Argentina, sob a gestão do presidente Javier Milei, enviou ao Congresso um projeto de lei que visa reformar o sistema eleitoral do país. A proposta central inclui a eliminação das eleições primárias obrigatórias, conhecidas como PASO, sob o argumento de reduzir gastos públicos e aumentar a eficiência administrativa.

O que muda com a proposta

De acordo com informações divulgadas pelo Gabinete da Presidência, as primárias de 2023 custaram aos cofres públicos cerca de 45 bilhões de pesos, valor equivalente a 32 milhões de dólares. O governo classifica o modelo atual como um experimento ineficiente e defende que as disputas internas partidárias devem ser resolvidas pelos próprios partidos, sem ônus para o Estado.

Além da extinção das primárias, o projeto de lei de 29 páginas estabelece novas diretrizes para o financiamento de partidos políticos. O texto proíbe doações anônimas e repasses provenientes de entidades ligadas a jogos de azar ou órgãos públicos estrangeiros. Segundo o governo, a medida busca combater o uso de recursos de origem ilícita no sistema.

Transparência e critérios de elegibilidade

O projeto também propõe o endurecimento das regras para a oficialização de candidatos e partidos, incluindo a padronização das cédulas de votação. A iniciativa reforça a agenda de política econômica de Milei, que prioriza o corte de despesas estatais e a austeridade fiscal.

Outro ponto relevante é a implementação de critérios mais rigorosos de ficha limpa. O texto determina que juízes federais com jurisdição eleitoral devem verificar se os candidatos possuem impedimentos legais, rejeitando automaticamente pedidos de oficialização caso irregularidades sejam identificadas. A proposta segue agora para tramitação no Senado antes de ser enviada à Câmara dos Deputados.

Fonte: Moneytimes

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