O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, intensificou as críticas à condução da política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista recente, o político classificou medidas como o programa Desenrola Brasil como paliativos que não resolvem o endividamento das famílias brasileiras, comparando a ação a um tratamento superficial para um problema estrutural.
Propostas e diretrizes de gestao
Caiado defende uma alteração profunda na administração do país, focada na retomada da execução centralizada do presidencialismo. Segundo o pré-candidato, o cenário atual de desordem institucional, agravado pela Gestão de verbas discricionárias, prejudica a implementação de planos de governo. Ele propõe critérios mais rígidos para ocupação de cargos no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo idade mínima de 60 anos.
Pilar do plano de governo
O ex-governador, que nomeou o ex-ministro Roberto Brant como coordenador de seu plano de governo, afirma que a experiência administrativa em Goiás serve como modelo nacional. Entre os eixos centrais de sua plataforma, destacam-se:
- Foco na execução de planos de governo validados pelo voto nas urnas.
- Reforma dojudiciáriopara garantir equilíbrio entre os Poderes.
- Defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro como estratégia de pacificação.
Sobre as discussões em torno da jornada de trabalho, Caiado defende a transição para o modelo de hora trabalhada, buscando maior liberdade para o trabalhador. Ao comentar sobre a polarização, o político busca se distanciar de embates pessoais, priorizando teses de gestão e a eficiência na entrega de resultados em detrimento de modelos focados apenas em transferência de renda.
Fonte: Estadão