O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirma a adoção de medidas de reciprocidade diplomática contra os Estados Unidos, após o governo norte-americano solicitar a saída de um delegado da Polícia Federal (PF) que atuava em Miami. A decisão brasileira envolve a retirada das credenciais de trabalho de um funcionário do governo norte-americano que exercia funções na sede da corporação em Brasília.

O que você precisa saber
- O governo brasileiro alega que a medida doseuacontra o delegado Marcelo Ivo de Carvalho ocorreu sem diálogo prévio ou pedido formal de esclarecimentos.
- OMinistério das Relações Exterioresclassificou a ação norte-americana como contrária às boas práticas diplomáticas e ao memorando de cooperação vigente.
- APolícia Federaldeterminou o retorno do delegado ao Brasil para esclarecer os trâmites do processo junto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Contexto da crise diplomática
A tensão entre as duas nações escalou após a prisão e posterior soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem. O governo dos Estados Unidos justificou o pedido de saída do delegado brasileiro sob a alegação de tentativas de contornar pedidos formais de extradição. O Ministério das Relações Exteriores, por outro lado, sustenta que o acordo de cooperação vigente exige consultas mútuas antes de qualquer interrupção de funções de oficiais de ligação.
Impacto na cooperação policial
Com a retirada das credenciais, o agente norte-americano perde o acesso às instalações da Polícia Federal em Brasília e às bases de dados compartilhadas entre os órgãos. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirma que a medida é estritamente técnica e baseada no princípio da reciprocidade. O governo brasileiro avalia agora os próximos desdobramentos para a normalização das relações diplomáticas e de cooperação jurídica entre os países.
Fonte: G1