Mercado de propriedades comerciais projeta alta de volume em 2026

Mercado de propriedades comerciais projeta crescimento para 2026, com expectativa de superar R$ 28 bilhões em transações após início de ano aquecido.
Fachada de prédio corporativo moderno representando o mercado de propriedades comerciais. Fachada de prédio corporativo moderno representando o mercado de propriedades comerciais.
Mercado de propriedades comerciais projeta alta de volume em 2026 em destaque no AEconomia.news.

O volume financeiro movimentado com a compra e venda de grandes propriedades comerciais, incluindo prédios corporativos, shopping centers e galpões logísticos, deve registrar crescimento em 2026. Segundo dados da consultoria Cushman & Wakefield, o setor ganha fôlego com fundamentos sólidos, como a alta taxa de ocupação e a valorização dos aluguéis, além da expectativa de cortes na taxa Selic.

O mercado apresentou sinais claros de aquecimento no início de 2026, com 25 negociações que totalizaram R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre. O montante representa um salto de 207% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A perspectiva do setor é que o volume total de transações supere os R$ 28 bilhões registrados em 2025.

Desempenho por segmento imobiliário

Os prédios corporativos lideraram o volume financeiro nos três primeiros meses, com sete negócios totalizando R$ 3,9 bilhões. Entre as operações, destaca-se a aquisição de parte do empreendimento Lotus Tower, em Brasília, pelo fundo Capitânia Office, por R$ 1,9 bilhão.

No setor de galpões logísticos e industriais, foram registradas 12 transações somando R$ 3 bilhões. A operação de maior relevância foi realizada pelo fundo BTG Pactual Prime, que adquiriu complexos em Cajamar (SP) e Duque de Caxias (RJ). Já no segmento de varejo, o fundo XP Malls investiu R$ 609 milhões na compra de participações em shoppings de primeira linha.

Estratégias de pagamento e liquidez

A consolidação de estratégias que combinam o pagamento em dinheiro com a entrega de cotas de fundos imobiliários tem facilitado o fechamento de negócios. Com a restrição de liquidez provocada pelos juros elevados, proprietários de imóveis passaram a aceitar cotas de fundos listados na bolsa como parte do pagamento.

Dados da pesquisa indicam que 39% dos contratos no primeiro trimestre foram fechados por meio dessa combinação, enquanto 4% envolveram exclusivamente cotas. A prática reflete a busca do mercado por soluções criativas diante de um cenário de crédito restrito, mantendo o dinamismo das transações em um ambiente desafiador para o mercado financeiro.

Fonte: Estadão

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