Desembargadora recebe R$ 91 mil e critica corte de benefícios

Desembargadora do TJ-PA recebe R$ 91 mil líquidos e critica redução de benefícios no Judiciário após decisões do STF sobre o teto remuneratório.
Fachada do Tribunal de Justiça do Pará onde atua a desembargadora. Fachada do Tribunal de Justiça do Pará onde atua a desembargadora.
Desembargadora recebe R$ 91 mil e critica corte de benefícios em destaque no AEconomia.news.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, manifestou preocupação com a redução de verbas indenizatórias no Judiciário, classificando a medida como um prejuízo severo à categoria. A magistrada, que recebeu R$ 91 mil líquidos em março, questionou a aplicação de cortes após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o teto remuneratório.

O debate sobre a remuneração no Judiciário

Em sessão da 3.ª Turma de Direito Penal do tribunal, a desembargadora afirmou que a categoria enfrenta dificuldades devido à supressão de gratificações. Segundo a magistrada, a carga de trabalho elevada não estaria sendo compensada adequadamente. Ela argumentou que a redução de benefícios impacta diretamente o cotidiano dos juízes, citando dificuldades no acesso a serviços de saúde e medicamentos.

O debate sobre os chamados “penduricalhos” ganhou força após o STF determinar novas regras para o pagamento de magistrados e promotores. O tema gera tensões institucionais, refletindo discussões amplas sobre a condução de pautas administrativas e o orçamento dos tribunais.

Trajetória e transparência salarial

Com quase 41 anos de carreira, Eva do Amaral Coelho atua no Judiciário paraense desde 1985. A desembargadora ocupou cargos em diversas comarcas e integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Pará entre 2012 e 2016.

Dados públicos sobre a remuneração da magistrada indicam que, no primeiro trimestre, o acúmulo de valores superou o teto constitucional do funcionalismo público. A discussão sobre a transparência e os limites dos vencimentos no setor público permanece como um ponto central na gestão de recursos e na ética da Justiça brasileira.

Fonte: Estadão

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