Grupo Edge inicia producao de drones militares no Brasil

Grupo Edge confirma início da produção de drones militares no Brasil em parceria com a Siatt e as Forças Armadas para fortalecer a indústria de defesa.
Instalações industriais do Grupo Edge em Abu Dhabi, referência para a nova unidade de produção no Brasil. Instalações industriais do Grupo Edge em Abu Dhabi, referência para a nova unidade de produção no Brasil.
Grupo Edge inicia producao de drones militares no Brasil em destaque no AEconomia.news.

O Grupo Edge, conglomerado de defesa sediado em Abu Dhabi, confirma o início da fabricação de drones militares no Brasil ainda este ano. A previsão é que a unidade fabril entre em operação até setembro, consolidando a expansão da empresa no mercado latino-americano.

O projeto estratégico conta com a colaboração da Siatt, que atuará como braço operacional na montagem e integração dos equipamentos. A iniciativa faz parte de um plano de longo prazo para fortalecer a cadeia produtiva local e utilizar o país como base de exportação para outras nações.

Parcerias e soberania tecnológica

A presença da empresa no Brasil ocorre por meio de acordos com a Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro. Um dos focos da cooperação é o desenvolvimento do míssil antinavio Mansup, que integrará o inventário das forças brasileiras e dos Emirados Árabes Unidos. O objetivo conjunto é otimizar custos de produção e ampliar a escala industrial de sistemas de defesa.

Segundo o CEO do grupo, Hamad al Marar, a tecnologia de sistemas antidrones e de vigilância pode ser adaptada às demandas geográficas brasileiras, como a proteção de fronteiras e o monitoramento da Amazônia. O executivo destaca que o setor industrial brasileiro possui capacidade técnica para integrar a fabricação de componentes eletrônicos, sensores e radares.

Soluções adaptadas ao mercado nacional

O Grupo Edge enfatiza que sua estratégia prioriza o fornecimento de soluções customizadas para o território brasileiro em vez de apenas replicar modelos de exportação tradicionais. A companhia reforça o compromisso com a engenharia nacional para o desenvolvimento de veículos não tripulados, tanto aéreos quanto marítimos.

Essa movimentação ocorre em um cenário de busca por soberania tecnológica diante de tensões globais que afetam a cadeia de suprimentos de defesa. A aposta na mão de obra local visa elevar a competitividade da empresa no mercado internacional a partir de novas unidades instaladas no Brasil.

Fonte: Estadão

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