Os principais sindicatos da Espanha, UGT e CC OO, convocaram manifestações para o Primeiro de Maio focadas em reivindicações salariais, acesso à moradia e política externa. Sob o lema “Direitos, não trincheiras”, as centrais sindicais buscam pressionar por uma distribuição de renda mais equitativa diante de um cenário de crescimento do PIB acompanhado por salários estagnados.
Pautas econômicas e sociais
Os líderes sindicais destacaram que a inflação e o custo dos combustíveis corroem o poder de compra das famílias espanholas. A escolha de Málaga para o ato central visa evidenciar a crise habitacional, considerada um entrave ao acesso à moradia. Os representantes argumentam que a escassez de habitação a preços acessíveis afeta tanto os trabalhadores quanto a iniciativa empresarial, que encontra dificuldades para reter mão de obra em regiões de alta demanda.
Impacto da política externa
Durante o anúncio das mobilizações, os líderes criticaram a atual estratégia comercial dos Estados Unidos. Segundo as centrais, a escalada de tensões globais pressiona a Economia europeia. Em resposta, os sindicatos defendem que a União Europeia busque maior autonomia estratégica e diversificação de relações internacionais, em um momento em que a China ganha relevância tecnológica global.
Negociações e próximos passos
As centrais sindicais aguardam avanços nas mesas de negociação do pacto salarial junto à CEOE e à Cepyme. Caso não ocorram progressos, a categoria não descarta novas mobilizações nos próximos meses. Além disso, as organizações exigem maior celeridade do governo na implementação de reformas sobre o registro de jornada e na atualização das normas de prevenção de riscos laborais.
Fonte: Elpais