O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sinaliza disposição para apoiar a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência pelo PSD, mas impõe condições claras para o alinhamento político. Em documento entregue ao correligionário, o gestor gaúcho detalha os pilares que considera indispensáveis para construir uma alternativa à polarização política no Brasil.
Condições para o apoio político
Nas diretrizes apresentadas, Leite estabelece pontos fundamentais para uma candidatura de centro. Entre as exigências estão o respeito irrestrito às instituições democráticas, o compromisso com a responsabilidade fiscal e a defesa de reformas estruturais para o crescimento do país. O governador também reforça a necessidade de políticas sociais eficazes para o combate à desigualdade e a manutenção de uma postura de diálogo entre correntes ideológicas.
Divergências sobre a anistia do 8 de janeiro
A proposta de anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, defendida por Caiado, surge como um ponto de divergência estratégica. Leite argumenta que a medida pode dificultar a pacificação nacional, sugerindo que revisões de penas devem ser tratadas por vias institucionais, como o debate sobre dosimetria das condenações no Congresso Nacional. A posição reflete uma tentativa de evitar que o projeto do PSD se vincule a pautas consideradas divisivas.
Contexto da sucessão presidencial
A candidatura de Ronaldo Caiado ganhou força interna no PSD após a desistência de Ratinho Júnior, governador do Paraná, da disputa ao Planalto. Embora tenha divergências programáticas, Leite reconhece a trajetória do colega goiano. O apoio efetivo, entretanto, segue condicionado a gestos de moderação e clareza no programa de governo que será apresentado para as eleições de 2026.
Fonte: Estadão