O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil apresenta baixa vulnerabilidade aos efeitos econômicos decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, incluindo as oscilações no preço do petróleo. Em discurso durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, o mandatário classificou a escalada de tensões envolvendo o Irã como uma instabilidade global preocupante, mas que afeta de maneira controlada a economia doméstica.

O que você precisa saber
- O governo sustenta que a dependência de importação de óleodieselé limitada a 30% do consumo nacional.
- O Brasil defende a aceleração da transição energética, posicionando-se como potencial produtor competitivo de hidrogênio verde.
- O monitoramento do cenário geopolítico é constante pela equipe econômica para antecipar incertezas nosmercadosinternacionais.
O chefe do Executivo destacou que medidas internas de gestão energética ajudaram a mitigar o impacto direto da alta dos combustíveis fósseis no mercado interno. A equipe econômica mantém o monitoramento sobre os desdobramentos diplomáticos e militares na região do Golfo de Omã, que historicamente geram volatilidade nos preços globais das commodities.
Política comercial e sustentabilidade
Durante o evento, o presidente também defendeu a reformulação da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro manifestou descontentamento com a criação de barreiras comerciais contra produtos nacionais, classificando como contraproducentes as restrições impostas aos biocombustíveis brasileiros sob o argumento de sustentabilidade ambiental.
A estratégia atual do governo foca na ampliação de parcerias com a Alemanha em setores estratégicos, como inteligência artificial, data centers e exploração de minerais críticos. O objetivo central é transitar de uma economia baseada primariamente na exportação de matérias-primas para um modelo que agregue maior valor tecnológico à produção nacional.
Fonte: Infomoney