O apoio público do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, ao ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, gera novo foco de tensão dentro da legenda. Almeida é alvo de investigação após denúncia da Procuradoria Geral da República por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Repercussão na cúpula do partido
O gesto de Quaquá, ao convidar o ex-ministro para coordenar projetos em Maricá, é classificado por dirigentes como uma provocação direta à ministra. O episódio tensiona a busca do partido por coesão interna diante de pautas sensíveis, incluindo a Política Econômica e a agenda social do governo.
Embora tenham circulado informações sobre uma possível representação de Anielle Franco contra o vice-presidente do PT no Conselho de Ética, a assessoria da ministra nega a intenção de acionar o órgão. A equipe da integrante do governo afirmou que as especulações sobre o conflito não procedem.
Histórico de polêmicas
Este não é o primeiro movimento de Washington Quaquá a gerar divergências na legenda. Em janeiro, o dirigente já havia sido alvo de críticas após defender os irmãos Brazão, apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco. Silvio Almeida foi exonerado do cargo em setembro de 2024, após revelações da ONG Me Too Brasil, e nega todas as acusações.
O caso atual reacende debates sobre a postura de lideranças partidárias em casos de violência de gênero. A discussão cruza frequentemente os temas de Política nacional e a estabilidade institucional no Brasil.
Fonte: Estadão