A quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, coloca sob novo escrutínio as relações financeiras entre o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília). As apurações, fundamentadas em delações, sugerem que o esquema de pagamentos ilícitos transcende a figura do ex-CEO do banco público, Paulo Henrique Costa, que teria sido beneficiário de valores estimados em R$ 146 milhões.
O que você precisa saber
- A investigação foca em movimentações de R$ 12 bilhões entre o BRB e o Banco Master.
- Suspeitas recaem sobre a estruturação de fundos de investimento para ocultar pagamentos.
- Autoridades apuram a participação de escritórios de advocacia ligados a agentes políticos.
Complexidade da rede financeira
Investigações indicam que a estrutura de repasses, operada por meio de aquisições de créditos e fundos de investimento, aponta para uma rede de influência significativa. O vultoso volume financeiro movimentado entre as instituições gera questionamentos sobre a governança e a autonomia decisória em instituições financeiras públicas. O foco das autoridades recai atualmente sobre figuras como o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável pela estruturação das empresas usadas no esquema.
Impacto político e institucional
O caso alcança instâncias políticas ao envolver contratos de escritórios de advocacia associados a figuras públicas com fundos vinculados à Reag. A Polícia Federal busca esclarecer se a teia de empresas foi utilizada para a compra de influência junto a autoridades e gestores públicos. As diligências permanecem em curso para mapear a extensão da responsabilidade de outros envolvidos na administração dos recursos do BRB.
Fonte: Estadão