Entidades de fiscais de SP reagem a propostas de controle do MP

Auditores fiscais de SP reagem a propostas do Ministério Público sobre controle de créditos de ICMS, defendendo a punição rigorosa de irregularidades.
Auditores fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo em atividade de rotina. Auditores fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo em atividade de rotina.
Entidades de fiscais de SP reagem a propostas de controle do MP em destaque no AEconomia.news.

Entidades representativas dos auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo manifestaram-se contrárias às sugestões recentes do Ministério Público para a criação de uma fila única na restituição de créditos tributários. A proposta foi apresentada após investigações sobre esquemas de corrupção envolvendo a antecipação de créditos de ICMS, como observado na Operação Ícaro.

Posicionamento sobre integridade no fisco

O presidente do Sinafresp, Devanir Zuliani, declarou que o debate sobre a integridade na administração pública é legítimo, mas enfatizou que desvios de conduta devem ser tratados como casos isolados. Segundo o dirigente, a instituição já aplica mecanismos de controle, como o monitoramento da evolução patrimonial e a utilização obrigatória de certificados digitais.

A presidente da Afresp, Mônica Paim, afirmou que a estrutura tributária paulista possui solidez e instrumentos eficazes para prevenir irregularidades. Para a associação, o aprimoramento dos controles deve seguir critérios técnicos para evitar generalizações que prejudiquem a eficiência operacional.

Ênfase na punição e eficiência administrativa

As entidades argumentam que o combate efetivo à corrupção depende da celeridade na punição. O Sinafresp defende a responsabilização rigorosa dos envolvidos e a exclusão imediata daqueles que tiverem irregularidades comprovadas nos quadros da administração pública.

As sugestões enviadas pelos promotores do Gedec ao secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, propõem o monitoramento intensivo de acessos aos sistemas e maior formalização nas interações com contribuintes. Embora apoiem o diálogo, as entidades alertam que medidas de controle excessivas não devem comprometer a produtividade dos servidores públicos.

Fonte: Estadão

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