Quase metade dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar após o término do prazo de 90 dias, mesmo em caso de melhora no quadro de saúde. Segundo levantamento realizado pelo instituto Ipsos-Ipec, 49% dos entrevistados apoiam a manutenção da medida, enquanto 42% defendem o retorno ao 19º Batalhão da polícia Militar do Distrito Federal.
Dados sobre a permanência em domicílio
O estudo, realizado entre os dias 8 e 12 de abril com 2.000 pessoas, revela divisões significativas conforme o perfil do eleitorado. Entre os eleitores de Bolsonaro, 82% são favoráveis à continuidade da prisão domiciliar. Em contrapartida, 69% dos eleitores do atual governo preferem que o ex-presidente retorne à unidade prisional.
A decisão, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, baseou-se em recomendações médicas para a recuperação de uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O magistrado destacou que o processo de reabilitação de idosos pode exigir entre 45 e 90 dias em ambiente controlado.
Aprovação da medida judicial
Além da questão sobre o prazo, a pesquisa indica que 56% dos brasileiros aprovam a decisão que concedeu a prisão domiciliar ao ex-presidente. A concordância é mais expressiva em cidades do interior, atingindo 58% de aprovação, em comparação com 49% nas capitais.
O levantamento detalha que a defesa pela manutenção da prisão domiciliar é predominante entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, moradores da região Sul e evangélicos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Estadão