O grupo Lufthansa anunciou o encerramento das operações de sua subsidiária regional, a Lufthansa CityLine. A medida, que retira 27 aeronaves da malha aérea a partir deste sábado, integra uma estratégia de corte de despesas diante de um cenário de instabilidade operacional e financeira.
O que você precisa saber
- A decisão ocorre após alta expressiva nos custos do querosene de aviação.
- Greves simultâneas de pilotos e tripulantes impactam a operação global.
- A empresa iniciou processo de realocação para os 2 mil funcionários afetados.
Impactos operacionais e custos
A companhia aérea aponta que o aumento no preço do combustível é um fator determinante, agravado por tensões geopolíticas que pressionam o fornecimento global. Além da pressão sobre os custos, a Lufthansa enfrenta uma série de paralisações trabalhistas que já duram cinco dias, resultando em cancelamentos massivos em hubs estratégicos como Frankfurt.
Reestruturação da frota
Para mitigar as perdas, a empresa planeja ajustes adicionais em sua estrutura. Quatro aeronaves Airbus A340-600 serão retiradas da frota principal ao final da temporada de verão, enquanto o cronograma de inverno 2026/27 projeta a redução de outras cinco unidades para aumentar a competitividade em voos de curta e média distância.
Enquanto a subsidiária de baixo custo Eurowings mantém a operação de 70% de seus voos, o mercado financeiro reagiu negativamente à reestruturação. As ações da companhia registraram queda superior a 3,5% na bolsa de Frankfurt nesta quinta-feira.
Fonte: Dw