Juros futuros oscilam sem direção única sob influência de Treasuries e falas do BC

Curva de juros futuros fecha sem direção única com alta de Treasuries e cautela do Banco Central sobre a inflação e a Selic em 2026.
Juros futuros oscilam sem direção única sob influência de Treasuries e falas do BC em contexto de Finanças do Brasil Juros futuros oscilam sem direção única sob influência de Treasuries e falas do BC em contexto de Finanças do Brasil
Juros futuros oscilam sem direção única sob influência de Treasuries e falas do BC em destaque no AEconomia.news.

A curva de juros futuros encerrou o pregão desta quarta-feira (15) sem uma direção única, refletindo a cautela dos investidores locais. Enquanto os vencimentos de curto prazo registraram leve queda, os vértices de médio e longo prazos avançaram pressionados pela valorização dos títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries, e por um cenário externo de incertezas geopolíticas.

O que você precisa saber

  • Contratos curtos recuaram após falas de Nilton David, diretor doBanco Central.
  • Curva longa subiu devido à alta dos juros nos Estados Unidos.
  • OIGP-10de abril subiu 2,94%, superando as projeções de mercado.

Impacto das falas do Banco Central

O alívio observado nos contratos de curto prazo refletiu a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, em evento realizado em Washington. Durante o encontro, o diretor reforçou a postura de cautela da autoridade monetária no ciclo de ajuste da taxa Selic.

David destacou que o momento atual apresenta elevada incerteza, o que dificulta previsões sobre a extensão do ciclo de cortes. O diretor pontuou que o órgão mantém preocupação com a deterioração das expectativas de inflação para 2028, reafirmando o compromisso com a convergência para a meta de 3%.

Pressão externa e cenário doméstico

Na ponta longa da curva, a pressão compradora foi impulsionada pela alta dos rendimentos dos Treasuries, que operaram próximos às máximas do dia. Investidores também realizaram movimentos de ajuste após uma sequência de quedas nos pregões anteriores.

O cenário doméstico contribuiu para a volatilidade nos indicadores. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelaram que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) subiu 2,94% em abril, superando as expectativas e refletindo pressões de custos agravadas por conflitos no Oriente Médio.

Fechamento dos contratos

Ao final da sessão, a taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 13,99% para 13,96%. O contrato para janeiro de 2029 fechou em 13,22%, enquanto o DI para janeiro de 2031 encerrou o dia em 13,35%, após atingir patamares mais elevados durante o período da tarde.

Fonte: Globo

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