Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado em 14 de abril, aponta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode elevar os custos do setor em R$ 11,88 bilhões. O levantamento estima que a mudança aumentaria o custo da hora trabalhada em 10% e demandaria a contratação de aproximadamente 240 mil trabalhadores adicionais.
A CNT alerta para a escassez de mão de obra qualificada, um problema já conhecido no setor, onde 65% das empresas relatam dificuldades em contratar motoristas. A confederação também aponta o risco de aumento da informalidade, já que 92% dos trabalhadores do setor possuem carteira assinada atualmente.
Impacto na contratação e informalidade
Para manter o nível de atividade com uma jornada reduzida, seria necessário contratar mais pessoal. No entanto, a expansão do emprego esbarra na escassez de mão de obra qualificada. Pequenas empresas, que representam 90,5% dos empreendimentos no setor de transporte, enfrentariam desafios maiores devido à menor margem operacional.
Proposta de acordo coletivo
A entidade defende que qualquer alteração na jornada semanal deve ser feita por meio de acordo coletivo, respeitando as características específicas de cada segmento do setor de transporte. A análise considera os efeitos econômicos e operacionais das mudanças no regime de trabalho.
Fonte: Estadão