A Oncoclínicas informou nesta terça-feira que continuará a avaliar opções para reestruturar sua situação financeira, após o encerramento das conversas com Porto Seguro e Fleury, que desistiram de investir na empresa.
Porto Seguro e Fleury decidiram não renovar o período de conversas reservadas com a Oncoclínicas. A companhia citou que entre as opções estão aquelas que surgiram nas últimas semanas e que não puderam ser exploradas devido à exclusividade então em vigor.
Fleury e Porto Seguro também relataram o fim das negociações, sem detalhar os motivos para não seguirem com as tratativas.
O acordo não vinculante, assinado em março, previa um aporte conjunto da Porto e do Fleury de R$ 500 milhões na nova companhia. Além disso, previa a emissão de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em Ações ordinárias pela nova empresa, a serem subscritas por Porto e/ou Fleury.
A sessão foi volátil para os ativos. No início do pregão, as ações da Oncoclínicas caíam 8,13%, enquanto os papéis da Porto Seguro cediam 0,37% e os do Fleury tinham elevação de 1,16%. Posteriormente, os papéis viraram para ganhos, com ONCO3 fechando com alta de 4,88% (R$ 1,29), FLRY3 avançando 2,43% (R$ 17,68) e PSSA3 com baixa de 2,35% (R$ 52,36).
Fim das negociações
Porto Seguro decidiu encerrar negociações sobre uma potencial transação com a Oncoclínicas, liberando a empresa da exclusividade prevista em termo assinado pelas duas companhias.
Fleury encerra tratativas
O Fleury também encerrou tratativas para uma potencial operação com Porto Seguro e Oncoclínicas. Em março, a empresa havia aderido a um acordo não vinculante para ingressar como investidor na possível formação de uma nova empresa.
Desafios na reestruturação
Analistas do BTG Pactual consideraram o desfecho como esperado. Segundo eles, a complexidade da transação e a profundidade da due diligence necessária provavelmente evidenciaram os desafios presentes na atual situação financeira da Oncoclínicas.
A combinação de um alto nível de endividamento e possíveis passivos fora do balanço torna difícil para grupos bem capitalizados como Fleury e Porto avançarem com uma injeção de capital em condições aceitáveis de risco-retorno.
Suspensão de obrigações
A Oncoclínicas também solicitou à Justiça de São Paulo a suspensão de efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha vencimento antecipado de dívidas.
A equipe do BTG Pactual reiterou recomendação neutra para as ações da Oncoclínicas, ressaltando que a empresa enfrenta um processo de reestruturação complexo com seus credores. Embora haja indicações de propostas alternativas envolvendo acionistas de referência, a visibilidade permanece limitada.
Fonte: Infomoney