Enquanto a maior parte do mundo adotou vasos sanitários mais eficientes no uso da água, os Estados Unidos ainda enfrentam desafios nesse quesito. A diferença no design e na eficiência dos vasos sanitários entre os EUA e a Europa tem implicações significativas para o suprimento de água, uma questão cada vez mais urgente diante das Mudanças Climáticas e da escassez hídrica em diversas regiões americanas.

A legislação americana de 1992 estabeleceu limites para o Consumo de água em novos vasos sanitários, visando a eficiência hídrica. Essa lei economizou trilhões de galões de água ao longo de duas décadas. No entanto, propostas recentes visam flexibilizar essas normas, o que especialistas em engenharia ambiental consideram um retrocesso.
Proposta de Flexibilização das Normas
A administração atual dos EUA tem considerado a revogação de padrões de pressão de água, vistos por alguns como excessivamente restritivos. Essa postura contrasta com a tendência global de conservação de água e com a necessidade de fortalecer o suprimento hídrico do país, especialmente em estados que sofrem com secas prolongadas.
A resistência cultural a regulamentações ambientais nos EUA é apontada como um fator que dificulta a adoção de medidas mais rigorosas de conservação. Enquanto na Europa há uma maior abertura para regulamentações em prol do bem comum, nos EUA essa aceitação é menor.
Desempenho e Eficiência dos Vasos Sanitários
A lei de 1992 estipulou que novos vasos sanitários utilizassem no máximo 1,6 galões por descarga. Na Europa, esse é o padrão para descargas mais fortes, mas muitos modelos oferecem opções de descarga dupla com menos de um galão para resíduos líquidos. A opção de descarga dupla nunca se popularizou nos EUA.
Modelos mais antigos e menos eficientes ainda são comuns em residências americanas. Estima-se que mais de um quinto dos vasos sanitários ainda utilizem 3,5 galões por descarga ou mais, com alguns modelos fabricados antes de 1980 chegando a usar 5 galões ou mais. A substituição desses modelos antigos por versões mais eficientes poderia gerar uma economia substancial de água.
Diante da perspectiva de megasecas e da redução dos níveis de reservatórios importantes, a conservação de água se torna uma prioridade. As propostas de enfraquecer as normas de eficiência hídrica entram em conflito direto com os desafios enfrentados por comunidades americanas para manter o acesso a suprimentos de água confiáveis e acessíveis.
Fonte: Dw