Volume de Serviços do Brasil cresce em fevereiro, mas abaixo do esperado

Volume de Serviços do Brasil avança 0,1% em fevereiro, mas fica abaixo das expectativas de mercado. Setor registra resiliência, mas incertezas persistem.

O volume de serviços no Brasil apresentou alta pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, atingindo um patamar recorde na série histórica. O resultado indica resiliência na demanda doméstica, apesar de ter ficado aquém das expectativas.

Em fevereiro, o volume de serviços avançou 0,1% em relação a janeiro, resultado inferior à projeção de 0,5% de alta em pesquisa da Reuters. Na comparação anual, o crescimento foi de 0,5%, também abaixo da expectativa de 1,7%.

Setor de Serviços em Fevereiro

As atividades de informação e comunicação lideraram o crescimento, com expansão de 1,1%, impulsionadas pelos serviços de TI. Os transportes também registraram alta de 0,6%, com destaque para o Transporte rodoviário de cargas.

O setor de informação e comunicação tem consolidado seu protagonismo desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo geral do setor de serviços. Os serviços prestados às famílias também apresentaram um desempenho positivo, com alta de 1,4%, a maior desde março de 2025.

Desempenho de Outras Atividades

Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram queda de 0,3%, marcando a terceira taxa negativa consecutiva. Outros serviços recuaram 0,4%.

O índice de atividades turísticas apresentou retração de 0,9% em fevereiro frente a janeiro, acumulando o terceiro resultado negativo seguido e operando 2,0% abaixo do pico registrado em dezembro de 2024.

Perspectivas e Incertezas

Analistas preveem que o setor de serviços mantenha alguma força em 2026, beneficiado pela inflação em queda, mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo. No entanto, a elevação dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio gera incertezas inflacionárias.

O banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% em fevereiro, mas reiterou cautela diante do cenário global. Espera-se que o impacto da alta dos combustíveis e o aperto monetário desacelerem o setor, com projeção de crescimento de 2% para 2026.

Fonte: Moneytimes

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