O Comando Central dos Estados Unidos detalhou os limites de seu bloqueio ao Estreito de Ormuz. A restrição se estende até o Golfo de Omã e o Mar da Arábia. Dados de rastreamento marítimo indicam que dois navios alteraram o curso ao se aproximarem da via aquática com a entrada em vigor do bloqueio.

Em comunicado aos navegantes, o Comando Central dos EUA declarou que qualquer embarcação que adentrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura. Contudo, o comando ressaltou que o bloqueio não impedirá o trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz com destino a ou proveniente de países não iranianos.
Dados do serviço de rastreamento MarineTraffic mostraram que o navio-tanque Rich Starry deu meia-volta minutos após se aproximar do estreito. Um segundo navio, o Ostria, também alterou sua rota. Ambos os navios-tanque podem transportar petróleo e produtos químicos.
Por outro lado, dois petroleiros ligados ao Irã saíram do Golfo nesta segunda-feira pelo estreito antes do bloqueio previsto pelos EUA, segundo dados de navegação da Kpler e da LSEG. O navio-tanque Aurora transportava produtos petrolíferos iranianos, enquanto o New Future levava diesel do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos.
Esses foram alguns dos pelo menos oito navios que transitaram pelo estreito nesta segunda-feira antes do bloqueio. Um navio-tanque de produtos petrolíferos carregado em um porto dos Emirados Árabes Unidos e três navios de carga seca que partiram de portos iranianos saíram do estreito. Simultaneamente, dois navios-tanque de produtos petrolíferos paquistaneses e dois navios de carga seca entraram na via aquática.
O bloqueio foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso das negociações no fim de semana para encerrar a guerra de seis semanas entre os EUA e o Irã. A decisão eleva a incerteza sobre o trânsito de navios pela hidrovia, por onde transita um quinto dos suprimentos de petróleo e gás do mundo.
A nota militar dos EUA indicou que o bloqueio abrangerá todo o litoral do Irã. Remessas humanitárias, incluindo alimentos, suprimentos médicos e outros bens essenciais, deverão ser permitidas, mas estarão sujeitas a inspeção.
Fonte: Infomoney