O Itaú BBA iniciou a cobertura do Banco Pine com recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 18 por ação para o fim de 2026. A instituição financeira demonstra uma transformação profunda em seu modelo de negócio, entrando em uma fase de crescimento e rentabilidade.

O Banco Pine registrou lucro de R$ 444 milhões em 2025, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 34%, resultado considerado elevado dentro do setor bancário. Essa performance é um reflexo da mudança adotada pela companhia.
O banco expandiu sua concentração em Crédito corporativo para se tornar uma plataforma maior de crédito de varejo com garantia. Atualmente, o crédito de varejo representa cerca de 60% da carteira total de crédito de R$ 18 bilhões, um aumento significativo em comparação ao nível praticamente zero em 2019.
O Pine também se consolidou como um dos principais players no consignado privado, com uma carteira de aproximadamente R$ 4,1 bilhões em poucos trimestres.
Novas perspectivas e projeções para o Banco Pine
Para os próximos anos, os analistas calculam a continuidade desse avanço, com ROE estimado em 36% e crescimento expressivo do lucro por ação até 2027. Em um ambiente com queda de juros, espera-se que a demanda por crédito consignado aumente, sustentando margens saudáveis.
Com juros mais baixos, analistas preveem resultados mais positivos, especialmente para os volumes de originação e os spreads. A projeção de lucro para o banco em 2026 é de R$ 618 milhões, com ROE de 36%. Para 2027, o lucro estimado salta para R$ 708 milhões.
O Banco Pine pode se beneficiar da menor exposição à inadimplência e à Inflação, tornando-o mais defensivo em cenários adversos.
Atualmente, a ação do banco negocia a múltiplos considerados atrativos pelo Itaú BBA, que ainda não refletem totalmente o novo perfil de crescimento da instituição. Os múltiplos estão em cerca de 6 vezes o preço em relação ao lucro (P/L) e 1,9 vez o valor patrimonial.
Fonte: Infomoney