Viktor Orbán foi destronado pelo voto, indicando que os relatos sobre a morte da democracia liberal podem ser exagerados. Embora o sistema democrático enfrente desafios, é improvável que a atual maré recessiva o leve à extinção, pois nenhum outro sistema oferece um balanço comparável de direitos individuais, responsividade à opinião pública e estabilidade política.

O Que Houve com Orbán
Orbán era considerado um expoente do iliberalismo, tendo escrito um manual sobre como líderes eleitos podem enfraquecer os freios e contrapesos do poder, tornando o Estado mais autocrático. Ele exercia amplo domínio sobre o Legislativo e o Judiciário, além de controlar os meios de comunicação, mas não o eleitorado.
Reversão de Tendência Autocrática
Após 16 anos no poder, o partido Fidesz de Orbán sofreu uma derrota significativa nas urnas, com o futuro governo obtendo a maioria necessária para aprovar mudanças constitucionais. Reveses semelhantes a líderes autocráticos ocorreram recentemente na Polônia, Eslovênia e Brasil.
A Força da Democracia Eleitoral
A democracia, em sua essência, facilita a saída pacífica de governantes, mesmo os impopulares. Orbán, calculando que perderia menos ao aceitar a derrota eleitoral do que ao resistir à vontade popular e às sanções da União Europeia, optou por ceder o poder.
Influência Pós-Derrota
Apesar da derrota, Orbán permanece um político influente e pode retornar futuramente. A democracia, embora não perfeita, permite a volta de figuras políticas proeminentes, como visto com Trump e Netanyahu. Em um cenário extremo, ele poderia buscar refúgio em Moscou.
Fonte: Redir