O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, utilizou imagens do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para criticar o governo Lula em seu perfil na rede social X. A publicação gerou reações de integrantes do governo.
No vídeo divulgado, Flávio Bolsonaro aborda o endividamento das famílias, descrevendo a situação como uma “crise grave”. Ele afirma que isso implica em “comer menos” e “panela vazia”, e que “quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água”. As imagens de fundo mostram cenas de 2021, com pessoas recolhendo alimentos de um caminhão de lixo em Fortaleza (CE). Na época, o material foi divulgado em uma reportagem sobre o avanço da fome no país durante a pandemia de covid-19.
Em resposta ao conteúdo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, apontou que as imagens datam do período da gestão de Jair Bolsonaro. Ele questionou em seu perfil no X: “E aí, Flávio Bolsonaro, vai se retratar?”. O vídeo permanece publicado no perfil do senador.
A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou a publicação de Flávio Bolsonaro como um “micão”. Ela escreveu no Instagram: “Fila do osso? Só se for no governo Bolsonaro. Quem precisa de inimigo com um filho desses, hein?”.
Dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de covid-19, divulgados em junho de 2022, indicaram que mais de 33 milhões de pessoas não tinham o que comer no Brasil durante o período pandêmico. Em 2025, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, mas cerca de 7 milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar grave.
Uma pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, 11, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em intenções de voto para um eventual segundo turno. Pela primeira vez, o senador supera numericamente o petista.
Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro teria 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais, configurando um empate técnico.