Banco Pine foca em crédito com garantia e atrai Itaú BBA

Itaú BBA projeta potencial de alta de 23% para o Banco Pine, que foca em crédito garantido ao consumidor e já tem 60% da carteira neste segmento.

O Banco Pine (PINE4) recebeu uma nova indicação de compra do Itaú BBA, que estabeleceu um preço-alvo de R$ 18 para o banco até o final do ano, projetando um potencial de alta de 23%. A instituição se junta a outras como BTG, Bradesco BBI, XP e Safra no endosso ao Pine.

A mudança estratégica do Pine, que migrou de uma carteira focada em crédito corporativo para um modelo voltado ao consumidor com garantias, tem sido apontada como um sucesso. Essa abordagem visa reduzir o risco de inadimplência.

Atualmente, o crédito ao consumidor representa cerca de 60% da carteira total de empréstimos, que soma R$ 18 bilhões. Este percentual representa um aumento expressivo em comparação com 2019, quando era praticamente inexistente.

O banco também tem se destacado no segmento de crédito consignado privado, que foi reformulado pelo governo no ano passado. Desde então, o Pine originou mais de R$ 5 bilhões neste produto, consolidando-se como um player relevante.

O Itaú BBA observa que o Pine se tornou uma instituição fundamentalmente diferente, maior e mais rentável. O total de ativos alcançou R$ 31,4 bilhões, o triplo do registrado em 2019.

A carteira de empréstimos expandida, de R$ 17,7 bilhões, é composta majoritariamente por crédito de varejo granular e com garantia. Isso inclui R$ 6,5 bilhões em empréstimos consignados do INSS e R$ 4,1 bilhões em consignado do setor privado.

Analistas indicam que a queda da Selic (taxa básica de juros) tende a beneficiar o banco, impulsionando os volumes de originação e, temporariamente, os spreads. A instituição também se encontra menos exposta a cenários de inflação elevada e aumento de NPLs (empréstimos inadimplentes).

Com essas projeções, o Itaú estima que o Pine alcance um lucro de R$ 618 milhões em 2026, com um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 36%. A Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de lucros entre 2025 e 2027, projetada em 26%, é considerada uma das mais altas entre os bancos cobertos pela instituição.

Fonte: Moneytimes

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