A captação de fundos de investimento no Brasil alcançou R$ 159,2 bilhões até março, o melhor resultado para o primeiro trimestre em cinco anos. Este desempenho ocorreu apesar de rentabilidades abaixo dos índices de referência para as principais classes de fundos.
Fundos de renda fixa e multimercados apresentaram retornos inferiores ao CDI, enquanto fundos de ações tiveram desempenho menor que o Ibovespa. Os dados foram divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Desempenho Financeiro da Indústria de Fundos
O patrimônio líquido da indústria de fundos cresceu 12,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 10,8 trilhões. O número de contas de investidores aumentou 8,7%, e a quantidade de fundos disponíveis subiu 6,1%.
A rentabilidade média dos fundos de renda fixa foi de 2,6%, aquém dos 3,4% do CDI. Nenhum segmento desta classe superou o índice de referência. Pedro Rudge, diretor da Anbima, considera este cenário normal para fundos mais conservadores, citando os custos envolvidos.
Os multimercados registraram rentabilidade média de 1,7% no acumulado do ano. Fundos de ações tiveram retorno médio de 10,7%, inferior aos 16,3% do Ibovespa no primeiro semestre.
Desafios para Gestores e Fluxo por Classe
Rudge comentou que os gestores enfrentam um momento desafiador, especialmente em fundos de ações e multimercados. A captação dependerá da capacidade de provarem seu valor.
Em termos de captação líquida por classe, a renda fixa liderou com R$ 130,3 bilhões. Outras classes com captação positiva incluem ETFs (R$ 17,8 bilhões), multimercados (R$ 11,2 bilhões), FIPs (R$ 6,4 bilhões) e Fiagros (R$ 2,4 bilhões).
Por outro lado, fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 6,4 bilhões. FIDCs (R$ 2,3 bilhões), fundos de previdência (R$ 0,3 bilhão) e fundos cambiais (R$ 0,1 bilhão) também apresentaram saídas líquidas.
Fonte: Infomoney