A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à abertura de um inquérito para investigar a conduta do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é suspeito de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou um documento ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Gonet argumentou que existem elementos suficientes para iniciar a persecução penal, considerando as declarações da vítima e as provas já existentes.
A decisão final sobre a instauração do inquérito criminal ficará a cargo de Nunes Marques. Em paralelo, o STJ analisará no dia 14 a abertura de um processo administrativo contra o magistrado. O parecer da PGR, que aponta indícios de crime, pode influenciar a decisão do STJ. Em um processo administrativo, Buzzi pode enfrentar punições, incluindo a aposentadoria compulsória.
A defesa de Marco Buzzi, liderada pelo advogado Paulo Emílio Catta Preta, contestou a manifestação pela abertura do inquérito policial. Segundo a defesa, foram apresentadas diversas contraprovas documentadas e expressou confiança de que o relator no STF indeferirá a abertura do inquérito.
Marco Buzzi nega as acusações e foi afastado de suas funções em fevereiro por decisão do próprio STJ. Ele foi acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos. Em uma carta enviada aos colegas de tribunal quando foi afastado, Buzzi declarou que as acusações estavam causando sofrimento à sua família e que demonstraria sua inocência nos procedimentos instaurados.
O advogado da vítima, Daniel Bialski, afirmou que espera que a investigação prossiga de maneira adequada.
Fonte: G1