A Sell Agro, fabricante de adjuvantes agrícolas que visam aumentar a eficiência na aplicação de defensivos, projeta um faturamento de R$ 90 milhões em 2026. Este valor representa um aumento de 15% em relação aos R$ 78 milhões previstos para 2025.
Fundada em 2007 em Rondonópolis (MT), a empresa desenvolveu 16 produtos, possui duas fábricas e 15 centros de distribuição no Brasil. Cerca de 90% das vendas são diretas ao produtor rural. Segundo Leandro Viegas, sócio-diretor e CEO, a demanda por eficiência se mantém mesmo em anos de crise, pois o produtor busca otimizar seus recursos.
Expansão Internacional e Financiamento
A Sell Agro planeja sua primeira expansão internacional para o Paraguai ainda este ano, com foco na região de Santa Rita. A operação será financiada com recursos próprios. A empresa já recusou propostas de fundos de investimento nos últimos cinco anos e atualmente não negocia com novos investidores.
Inovações e Tecnologia no Agronegócio
A Inpasa inaugurará um laboratório com certificação ISO 17025 em Sidrolândia (MS) para análise de coprodutos de milho. O objetivo é agilizar laudos para os mercados europeu e asiático. A empresa foi pioneira no embarque de DDGS (subproduto do etanol de milho) para a China.
A startup Lida, de Piracicaba (SP), lançou a versão 2.0 de sua plataforma de monitoramento de rebanho via celular. A ferramenta é focada em pequenas e médias fazendas e permite acompanhar histórico reprodutivo e dados de inseminação.
Etanol e Economia
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) estima que o etanol gerou uma economia superior a R$ 2,5 bilhões para o Brasil em março. Essa economia ocorreu devido à estabilidade de seu preço frente à alta da gasolina. Sem o biocombustível, o país teria custos adicionais significativos com a importação de gasolina.
Desafios da Cadeia Produtiva
André Savino, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil, avalia que o número de recuperações judiciais no agronegócio, embora com tendência de queda, ainda apresentará um efeito rebote. Ele descarta risco sistêmico, mas prevê impactos na cadeia produtiva.
A Syngenta sentiu os reflexos das recuperações judiciais de consumidores e distribuidores, com atrasos em pagamentos. A forte atuação com cooperativas e a gestão de um número restrito de distribuidores amenizaram os efeitos, segundo Savino.
Fonte: Estadão