O preço do petróleo registrou alta nesta segunda-feira (13) após o fracasso nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, e o início de um bloqueio norte-americano ao estreito de Hormuz.
O Brent, referência global, chegou a atingir US$ 103,88 no início do dia. A disparada perdeu força durante a tarde de segunda, fechando cotado a US$ 98, com alta de 2,94%. O contrato de junho não superava a casa dos US$ 100 desde a terça-feira anterior, quando alcançou US$ 111,80. Antes do início da guerra no Irã, o barril estava em US$ 72.
O barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, atingiu US$ 105,62. A alta também diminuiu na segunda, e o contrato de maio chegou a cair 0,32%, a US$ 97,68.
A alta no Brent ocorre após uma semana de alívio nos preços, com o barril fechando sexta-feira (10) a US$ 94, acumulando queda semanal de 13% diante da expectativa positiva de investidores com a reunião de sábado (11).
No entanto, o encontro entre representantes americanos e iranianos no Paquistão terminou sem acordo, trazendo incertezas sobre o futuro do cessar-fogo anunciado na semana passada.
Os investidores estão preocupados com o bloqueio dos EUA ao tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. O bloqueio se estende ao golfo de Omã e mar Arábico, a leste de Hormuz.
O Irã ameaçou revidar contra portos do Golfo em retaliação. O ministro das Relações Exteriores do regime culpou o governo Trump pela falta de progresso nas negociações, que representaram o mais alto nível de conversas entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
Bolsas caem na Europa
As principais Bolsas da Europa fecharam em queda, refletindo a frustração das negociações entre americanos e iranianos. O índice Euro STOXX 600 caiu 0,16%, com Frankfurt (-0,23%), Londres (-0,17%), Paris (-0,29%), Madri (-0,99%) e Milão (-0,17%) seguindo a tendência.
Nos EUA, os principais índices subiram, com altas em Dow Jones (0,63%), S&P 500 (1,02%) e Nasdaq (1,23%). Na Ásia, os índices chineses fecharam em alta, enquanto Tóquio, Hong Kong e Seul caíram.
Fonte: UOL