A recente ofensiva militar contra o Irã gerou incertezas significativas nos mercados financeiros globais. A instabilidade geopolítica levou os investidores a se posicionarem de forma cautelosa, com a aversão ao risco predominando. A resolução do conflito é vista como um passo essencial para restaurar a normalidade no cenário econômico.
A reabertura do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz é crucial para mitigar o risco de estanflação. Um aumento contínuo nos custos de energia poderia pressionar os bancos centrais a elevar as taxas de juros mais rapidamente do que o esperado. O acordo de trégua, no entanto, contribuiu para a redução dos preços da energia.
Após o choque causado pela escalada tarifária promovida por Donald Trump, o pior cenário da guerra comercial não se concretizou, permitindo que a maioria das bolsas mundiais iniciasse o ano em patamares recordes. Esse otimismo inicial nos mercados se refletiu no índice de confiança dos investidores, que também começou o ano com alta.
Confiança do investidor em queda
No entanto, a eclosão de conflitos militares dissipou o cenário positivo. O indicador de confiança dos investidores, que mede as expectativas sobre o desempenho da bolsa nos próximos seis meses, sofreu uma queda acentuada no último mês. A pesquisa encerrou o primeiro trimestre em um patamar significativamente inferior ao do final do ano anterior. A queda mensal observada em março foi comparável à registrada em março de 2022, após a invasão russa da Ucrânia.
Intenções de investimento conservadoras
A incerteza também impacta as intenções de investimento. Em momentos de crise, os investidores tendem a adotar posturas ainda mais conservadoras. Uma parcela significativa dos entrevistados indicou que manterá o dinheiro em aplicações de baixo risco, como depósitos, cadernetas ou contas de poupança. Outros planejam investir em fundos e ações.
Preferência por mercados domésticos em tempos de turbulência
A pesquisa aponta para uma mudança nas preferências de mercado. Enquanto Wall Street era vista como o mercado com maior potencial de valorização no início do trimestre, a percepção mudou com o avanço dos conflitos. Em tempos de turbulência, observa-se uma tendência de preferência por mercados mais próximos geograficamente. A renda variável americana perdeu força nas preferências dos investidores, enquanto a Bolsa espanhola e a europeia ganharam terreno. As bolsas asiáticas aparecem em seguida, com menor preferência.
Fonte: Elpais