Nasa depende de Musk e Bezos para pouso tripulado na Lua

Nasa aposta em empresas de Jeff Bezos e Elon Musk para missões tripuladas à Lua a partir de 2028, enfrentando desafios técnicos e operacionais.

Após o sucesso da missão Artemis 2, a Nasa aposta nos bilionários Jeff Bezos e Elon Musk para o próximo passo: levar astronautas à Lua.

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O programa Apollo, que enviou os primeiros e únicos humanos à superfície lunar entre 1969 e 1972, permitia o pouso de apenas dois astronautas por até alguns dias. Mais de 50 anos depois, a agência espacial dos Estados Unidos ambiciona enviar quatro pessoas em uma missão de várias semanas e, na próxima década, construir uma base no satélite.

Novos módulos lunares em desenvolvimento

Para esta nova fase, a Nasa espera utilizar os módulos projetados pela SpaceX, de Musk, e pela Blue Origin, de Bezos, com o objetivo de realizar um pouso tripulado na Lua em 2028. A agência espacial necessita que toda a indústria colabore e acelere a produção necessária para atingir essa meta.

O programa Apollo utilizava um único foguete, o Saturn V, para lançar o módulo lunar e a cápsula dos astronautas. Para o programa Artemis, a Nasa optou por dois sistemas distintos: um para lançar a nave Orion com a tripulação da Terra, e outro para o módulo de pouso lunar.

Desafios técnicos e operação complexa

A decisão visa superar as limitações técnicas do programa Apollo, cujos sistemas não eram adequados para exploração de longo prazo. Os novos módulos lunares desenvolvidos pela Blue Origin e SpaceX são significativamente maiores que os utilizados no século 20.

Essa nova abordagem, que também envolve parceiros externos como empresas europeias, aumenta a possibilidade de contar com mais equipamentos, mas eleva a complexidade das operações. Para enviar essas naves gigantes à Lua, as empresas privadas precisarão dominar o reabastecimento em voo, uma manobra complexa ainda não testada.

Pressão e planos de contingência

O compromisso arriscado e os atrasos, especialmente da SpaceX, aumentaram a pressão nos últimos meses. Diante desse cenário, a Nasa considerou reabrir contratos e utilizar primeiro o módulo lunar da Blue Origin. Ambas as empresas ajustaram suas estratégias para priorizar o projeto lunar.

Dúvidas persistem, principalmente sobre a viabilidade do reabastecimento espacial. A Nasa possui um plano de contingência e planeja testar em 2027 um encontro em órbita entre a nave espacial e módulos de pouso lunar. As empresas também deverão testar o reabastecimento em voo e enviar um módulo não tripulado à Lua para demonstrar segurança, antes da viagem tripulada.

Fonte: UOL

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