Um episódio em Londres, onde um atendente associou a compra de uma vassoura a uma tarefa feminina, ilustra o machismo cotidiano enfrentado por mulheres. A autora relata ter se sentido ofendida por um ataque sexista gratuito, que a levou a questionar a motivação do comentário. O incidente, embora aparentemente trivial, reflete uma visão ultrapassada que inferioriza as mulheres.


A situação remete a falas como a do jogador Neymar sobre um árbitro, que gerou debates sobre a gravidade de expressões machistas. A autora critica a postura de homens que minimizam o incômodo causado por tais comentários e de mulheres que desqualificam as que se sentem ofendidas.
A coluna não foca em Neymar, mas utiliza o episódio como oportunidade para discutir a inadmissibilidade de falas sexistas, racistas ou homofóbicas no esporte e na sociedade. A expressão “de chico”, associada a algo sujo e menstrual, é um exemplo de como características femininas são usadas para diminuir mulheres.
Expressões como “estar de TPM” ou “isso é coisa de menina” não são brincadeiras inofensivas. Elas podem excluir mulheres de ambientes sociais e esportivos e, em casos extremos, escalar para violência física e feminicídio. A normalização dessas falas perpetua um ciclo de desvalorização.
Apesar da frustração com a dificuldade em reconhecer o problema, a autora aponta um lado positivo: a reflexão de muitos homens e o posicionamento a favor das mulheres. No entanto, a persistência de desculpas e a minimização do sentimento feminino, chamando-o de “mimimi”, impedem a evolução social.
A capacidade de gerar vidas, inerente às mulheres através da menstruação, é um poder fundamental que garante a existência de todos, inclusive dos mais machistas. A reflexão sobre a origem e o impacto dessas falas é crucial para desconstruir preconceitos e promover uma sociedade mais igualitária.
Fonte: UOL