A pandemia impulsionou a reinvenção de modelos de negócio, impactando diretamente o consumo de pão fresco. Rafael Mendes, cofundador da Ultra Pão, destacou em entrevista que o produto, vendido congelado para ser consumido fresco, enfrentou desafios com a menor ida do consumidor às padarias.

Com o pão fresco perdendo espaço para produtos industrializados, a empresa precisou reagir rapidamente para se adaptar ao novo cenário.
A virada que salvou o negócio
A primeira resposta da Ultra Pão foi lançar a linha Home Bake, com produtos congelados para finalização em casa. No entanto, o grande salto veio da busca por uma solução para empacotar o frescor do pão, tornando-o mais durável no ponto de venda e viabilizando a saúde financeira da empresa durante a pandemia.
A meta era retirar o pão da cadeia do frio, o que transformaria o modelo de negócio. A empresa iniciou o desenvolvimento de uma tecnologia própria para inovar em um produto milenar.
O resultado foi um pão com longa duração, sem a necessidade de conservantes e fora da cadeia do frio. A pesquisa buscou desenvolver uma tecnologia para que o pão fosse shelf-stable, ou seja, pudesse ser mantido em temperatura ambiente sem refrigeração ou conservantes, mantendo sua qualidade e salubridade.
Tecnologia trouxe novas possibilidades
Essa inovação permitiu à Ultra Pão atrair investidores e melhorar sua percepção no mercado. A empresa expandiu sua atuação para vendas online, exportação e mercados remotos.
A entrada de sócios, como a família Ceratti, trouxe governança corporativa e tornou o negócio mais atrativo. Com balanços auditados e governança estabelecida, a capacidade de captação de investimentos maiores aumentou, atraindo o interesse de fundos de capital.
Fonte: Infomoney