A carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, totalizando R$ 4,12 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado é o maior nÃvel da série histórica iniciada em 2010.
O indicador mede a proporção de tributos arrecadados pelas três esferas de governo (União, estados e municÃpios) em relação ao tamanho da economia. Na prática, mostra qual parcela de tudo o que é produzido no paÃs é destinada ao pagamento de tributos como impostos, contribuições e taxas.
O avanço em 2025 foi puxado pelo governo federal, com acréscimo de 0,26 p.p. do PIB, impulsionado principalmente pelo crescimento de 0,23 p.p. do PIB na arrecadação do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Os municÃpios contribuÃram com a alta de 0,03 p.p., enquanto os governos estaduais apresentaram queda de 0,10 p.p.
Além do IRRF, contribuÃram para o resultado federal o aumento da arrecadação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com alta de 0,10 ponto percentual do PIB, reflexo de operações de câmbio e crédito e da elevação de alÃquotas. As contribuições previdenciárias ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social) avançaram 0,12 ponto, acompanhando a reoneração gradual da folha de pagamentos e o crescimento do emprego formal.
Os estados tiveram desempenho inferior ao da economia, principalmente em razão da queda de 0,09 ponto percentual do PIB na arrecadação do ICMS, apesar do crescimento nominal das receitas. Nos municÃpios, houve aumento de 0,03 ponto percentual do PIB, puxado sobretudo pelo ISS (0,02 ponto), em linha com a expansão do setor de serviços.
A composição da carga tributária permaneceu relativamente estável em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguem como principal fonte de arrecadação, embora tenham recuado levemente em proporção do PIB (de 13,87% para 13,78%). Já os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital aumentaram participação (de 9,04% para 9,16%).