Casa Branca alerta funcionários contra apostas em mercados de previsão

Funcionários da Casa Branca são alertados contra o uso de informações privilegiadas em apostas em mercados de previsão como Kalshi e Polymarket. Entenda o caso.

Funcionários da Casa Branca foram alertados em março sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em mercados de previsão, como Kalshi e Polymarket. O alerta ocorreu por e-mail, um dia após o presidente Donald Trump anunciar uma pausa em ameaças de ataques a infraestruturas iranianas.

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O e-mail faz referência a reportagens sobre o uso de informações não públicas para apostas em plataformas como Kalshi e Polymarket. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, negou veementemente qualquer insinuação de envolvimento de funcionários em tal atividade, classificando-a como jornalismo infundado e irresponsável.

Ingle afirmou que todos os funcionários federais estão sujeitos às diretrizes de ética do governo, que proíbem o uso de informações privilegiadas para ganho financeiro. “O único interesse especial que sempre guiará o presidente Trump é o bem-estar do povo americano”, declarou.

Mercados de previsão sob escrutínio

A Polymarket já havia sido alvo de escrutínio em janeiro, após um apostador ganhar quase meio milhão de dólares com uma aposta na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, pouco antes do anúncio oficial. O caso levantou preocupações sobre o uso de informações privilegiadas de operações militares americanas.

A popularidade desses mercados, que movimentaram mais de US$ 44 bilhões no ano passado, tem crescido. As previsões podem abranger desde esportes até decisões de Banco Central sobre taxas de juros ou resultados de eleições.

Regulamentação e divergências

Essas empresas, que não se enquadram como negócios de apostas e jogos de azar nos EUA, funcionam mais como uma bolsa de valores, onde usuários apostam uns contra os outros em resultados de eventos futuros através de “contratos de eventos”. Esse modelo as coloca sob a supervisão da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

Recentemente, o congressista americano Ritchie Torres solicitou à CFTC uma investigação sobre apostas “suspeitas”. Líderes do Partido Democrata também apresentaram um projeto de lei para banir apostas relacionadas a guerras ou ações militares nesses mercados.

Críticos argumentam que essas plataformas infringem regras financeiras dos EUA que proíbem contratos relacionados a atividades ilegais, como guerra e terrorismo. Senadores como Andy Kim (Democrata) alertam para a prosperidade da “corrupção e exploração” por meio de brechas nesses mercados.

Operação no Brasil

No Brasil, há relatos de que brasileiros utilizam essas plataformas com remessas internacionais e criptomoedas. Plataformas de apostas tradicionais brasileiras, que pagaram por outorgas para operar no país, solicitam ao Ministério da Fazenda o bloqueio da operação de empresas como a Kalshi.

Argumentam que essas empresas não poderiam operar no Brasil sem sede no país ou pagamento de outorga. A cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, afirmou que a empresa estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil.

Fonte: G1

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