China rejeita independência de Taiwan em encontro com oposição

Xi Jinping encontra líder da oposição de Taiwan e reitera que China não tolerará independência da ilha, buscando reunificação.

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que o país “absolutamente não tolerará” a independência de Taiwan. A declaração foi feita durante um encontro com a líder da oposição da ilha, Cheng Li-wun, em Pequim, marcando a primeira reunião entre líderes dos dois lados em uma década.

Cheng, presidente do partido Kuomintang (KMT), descreveu a visita como uma “missão de paz” com o objetivo de reduzir as tensões. No entanto, sua viagem gerou controvérsia, com críticos a acusando de ser pró-Pequim. A China se recusa a dialogar com o atual presidente de Taiwan, Lai Ching-te, a quem considera um separatista.

Durante o encontro, Xi Jinping reforçou o princípio de “uma só China” e destacou a independência taiwanesa como a principal ameaça à estabilidade regional. Ele também incentivou o KMT e o Partido Comunista Chinês a trabalharem juntos pela reunificação, expressando confiança na aproximação entre os povos dos dois lados do estreito.

Xi Jinping declarou a disposição da China em fortalecer o diálogo com grupos taiwaneses, incluindo o KMT, que historicamente defende relações mais próximas com o continente. Em resposta, Cheng Li-wun enfatizou a necessidade de evitar a guerra e de as gerações mais jovens compreenderem os desafios atuais.

Por outro lado, o partido governista de Taiwan, DPP, através de seu porta-voz Lee Kuen-cheng, pediu que a China respeite a liberdade e a democracia de Taiwan, e que as diferenças sejam resolvidas pacificamente, sem intimidação. A China tem intensificado a pressão militar sobre Taiwan, com exercícios militares frequentes e incursões de caças e navios de guerra próximos à ilha.

O debate sobre gastos com defesa em Taiwan também se intensifica, com um plano governamental de US$ 39 bilhões parado no Parlamento, onde a oposição, incluindo o KMT, tem influência. A líder da oposição criticou a proposta de compras de defesa, sugerindo um plano alternativo do KMT para aquisição de armas americanas.

Fontes: UOL Infomoney

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