A Anthropic, laboratório de inteligência artificial e rival da OpenAI, anunciou o lançamento de seu mais novo modelo de linguagem em larga escala, o Mythos. Segundo a empresa, o sistema apresenta capacidades substancialmente superiores às de modelos anteriores, com destaque para sua habilidade em identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares.


O Mythos foi desenvolvido com foco em cibersegurança, podendo atuar tanto na defesa, encontrando falhas, quanto em ataques, explorando-as. A Anthropic afirma que o modelo já identificou vulnerabilidades crÃticas em sistemas operacionais e navegadores de internet, incluindo uma que permaneceu despercebida por 27 anos.
Projeto Glasswing para defesa cibernética
Em paralelo ao anúncio do Mythos, a Anthropic lançou o Projeto Glasswing. A iniciativa visa auxiliar empresas a utilizarem o novo modelo para fortalecer suas defesas cibernéticas antes do lançamento público. Desenvolvedores de ponta como Apple, Linux Foundation, CrowdStrike e Google já aderiram ao projeto.
A abordagem da Anthropic para mitigar riscos envolve oferecer às empresas uma vantagem inicial para testar códigos e corrigir falhas antes de serem expostas. A empresa cobrirá os custos iniciais de US$ 100 milhões para o uso do modelo na iniciativa, com planos de cobrar um valor superior ao de seu antecessor, o Opus, posteriormente.
Implicações para a segurança e o mercado
A capacidade do Mythos de encontrar e corrigir vulnerabilidades pode representar um avanço significativo na segurança digital. No entanto, a preocupação com o uso malicioso dessas capacidades também é alta, especialmente considerando a proliferação de modelos de código aberto.
O desenvolvimento de modelos com capacidades de hacking semelhantes por outras empresas e laboratórios é uma realidade. A Anthropic busca se posicionar como lÃder em IA segura, enquanto o Projeto Glasswing pode impactar a forma como governos e empresas lidam com a cibersegurança.
A iniciativa também pode ter implicações geopolÃticas, especialmente no que diz respeito à exploração de vulnerabilidades por governos. A capacidade do Mythos de identificar falhas pode desarmar armas cibernéticas estatais, gerando potenciais conflitos de interesse.
Fonte: UOL