O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que pagará R$ 1 bilhão em bônus a mais de 188 mil professores e gestores da rede estadual de São Paulo em 2026. O valor é quase o dobro do pago no ano anterior.
O pagamento, que já era previsto, foi divulgado em meio a uma paralisação da categoria, que reivindica reajuste salarial. Uma assembleia convocada pela Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) decidirá sobre uma possível greve.
A Secretaria de Educação, comandada por Renato Feder, informou que a primeira parcela de R$ 1 bilhão será paga em abril de 2026. Uma segunda parcela, com valor ainda não definido, está prevista para setembro.
Reconhecimento do esforço profissional
Renato Feder declarou que o bônus é uma forma de reconhecer o esforço contínuo dos profissionais da rede que buscam garantir uma educação de qualidade. Ele destacou que, pela primeira vez, os servidores serão bonificados duas vezes, com a expectativa de ultrapassar R$ 1 bilhão com os resultados do Saeb, previsto para setembro.
A primeira bonificação contemplará mais de 188 mil trabalhadores da educação e foi calculada com base nos resultados do Saresp, o sistema de avaliação da rede paulista. Houve avanço nas notas dos estudantes em relação ao ano anterior, mas o desempenho ainda segue abaixo do esperado e em patamares similares a 2019, antes da pandemia.
Histórico da política de bonificação
Tarcísio de Freitas voltou a investir na política de bonificação, criada em 2008 pelo governo José Serra (PSDB). Em 2023, no primeiro ano de mandato, o republicano destinou R$ 450 milhões. Em 2024, o valor foi reduzido para R$ 208 milhões. Após repercussão negativa, o valor subiu para R$ 544 milhões em 2025 e agora para cerca de R$ 1 bilhão em 2026. O número de beneficiados aumentou significativamente ao longo dos anos.
Em 2021, o então governador João Doria (PSDB) trocou o bônus por um abono de R$ 1,5 bilhão a todos os professores da rede, pois o Saresp do ano anterior havia sido cancelado devido à pandemia.
Novas regras e avaliações
Desde 2024, o bônus possui novas regras. Anteriormente, considerava-se o desempenho da escola como um todo. Agora, cada professor tem uma meta específica, dependendo do desempenho de suas turmas em sua disciplina. Gestores, demais funcionários e professores de disciplinas não avaliadas pelo Saresp recebem com base no desempenho geral da escola.
A Secretaria de Educação informou que, dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério. O valor médio do pagamento é de R$ 5.066,89 por servidor.


Fonte: UOL