O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, descartou nesta quinta-feira (9) um acordo eleitoral com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Kassab afirmou que apoiará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Apesar de atritos anteriores com Tarcísio e de ter deixado a gestão estadual, Kassab reiterou que o PSD se manterá firme na campanha de reeleição do governador. “O PSD está muito firme na campanha de reeleição do governador Tarcísio”, declarou o dirigente à imprensa após um jantar promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo. Kassab participou do evento ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva.
“Tarcísio tem sido um bom governador, merece o nosso apoio e terá o nosso apoio”, acrescentou Kassab. “A questão do apoio ao governador Tarcísio é uma questão já decidida no PSD.”
Anteriormente, em entrevista ao SBT News, Haddad havia mencionado que enviou uma mensagem a Kassab e gostaria de ouvi-lo sobre a visão política e administrativa do Estado de São Paulo. “Eu não cheguei a falar com ele, mas eu gostaria de ouvir o Kassab. Ele tem uma visão política do Estado de São Paulo e tem uma experiência administrativa. Eu gostaria de ouvi-lo. Não temos nada agendado, embora eu tenha mandado uma mensagem para ele, [falando] que eu gostaria de ouvi-lo”, disse Haddad.
Kassab atuou como secretário estadual de Governo na gestão Tarcísio, mas deixou o cargo para se dedicar às eleições. Sua saída foi marcada por desgastes com integrantes do governo. O vice-governador Felício Ramuth, que era do PSD quando eleito na chapa de Tarcísio, deixou o partido no fim de março e filiou-se ao MDB, para permanecer como vice na chapa de reeleição.
Em relação à Presidência, Kassab minimizou os atritos entre o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado. Leite havia pedido desculpas a Caiado por não tê-lo apoiado após sua escolha para a disputa presidencial, uma vez que o governador gaúcho também tinha o desejo de ser o candidato do partido.
“É compreensível a tristeza, a frustração de alguém que tem todas as condições de ser candidato e de ser um bom presidente da República”, comentou Kassab. “As pessoas estão confundindo um pouco a tristeza, a frustração dele com algo vinculado à dissidência, à dificuldade de apoiar o caminho definido pelo partido”, explicou.
Sobre a pré-candidatura de Caiado, Kassab afirmou que o PSD não pretende ampliar o arco de alianças e que o vice será escolhido em julho. “Neste momento não há foco do partido em nenhuma aliança.”
Fonte: Globo