Um juiz federal em Washington determinou que o Pentágono deve cumprir uma ordem judicial anterior que exigia a restauração do acesso a repórteres credenciados que cobrem a sede do poder militar dos Estados Unidos. O juiz Paul Friedman afirmou que o Departamento de Defesa está obstruindo o trabalho de jornalistas em desacato à decisão.


Decisão judicial e descumprimento
Friedman classificou as ações do Pentágono como uma “tentativa flagrante de burlar uma ordem do tribunal”. Ele declarou que o Departamento não pode restabelecer uma política ilegal sob o pretexto de uma nova medida e esperar que o tribunal ignore a situação. O juiz havia expressado preocupação anteriormente com restrições revisadas que iam além das bloqueadas anteriormente.
Reação do Pentágono e do jornalismo
O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, informou que o Pentágono cumpriu a ordem judicial e planeja recorrer da decisão mais recente. O jornal The New York Times elogiou a decisão, chamando a política revisada do Pentágono de “tentativa mal disfarçada” de violar os direitos legais dos jornalistas.
Histórico das restrições
O Pentágono, sob o comando de Pete Hegseth, havia estabelecido em outubro que jornalistas poderiam ter suas credenciais revogadas caso solicitassem informações sigilosas a militares não autorizados. Dos 56 veículos de imprensa da Associação de Imprensa do Pentágono, apenas um concordou em assinar um termo de reconhecimento da política, levando outros repórteres a entregarem suas credenciais.
Friedman decidiu em março que a política violava as proteções constitucionais à apuração jornalística e ao devido processo legal, emitindo uma liminar para a restauração imediata das credenciais. A política proibia repórteres credenciados de entrar no prédio sem escolta e estabelecia regras sobre o anonimato de fontes, normas rejeitadas pela ordem judicial.
Fonte: UOL