O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) defende a regulamentação do mercado de apostas como a forma mais eficaz de proteger a sociedade. A posição surge em resposta a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que questionou a continuidade das apostas no país e sugeriu sua extinção devido ao endividamento familiar.

Lula expressou preocupação com a “jogatina desenfreada” e a atuação de parlamentares ligados ao setor, questionando a manutenção das apostas se elas causam prejuízos.
O IBJR argumenta que o encerramento do mercado legal não eliminaria a demanda, mas a transferiria para a informalidade. Isso resultaria na perda de mecanismos de proteção e na diminuição da arrecadação destinada a serviços públicos essenciais.
Segundo o instituto, o mercado ilegal de apostas movimenta R$ 40 bilhões anualmente, à margem da lei, e gera um prejuízo estimado de R$ 10,8 bilhões aos cofres públicos. Esses dados são baseados em informações do Instituto Locomotiva e da LCA Consultoria.
A entidade também ressalta que os gastos com apostas representam uma pequena parcela do consumo das famílias, entre 0,2% e 0,5%. O principal fator de superendividamento, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), é o cartão de crédito.
Fonte: Infomoney