O diretor de assuntos internacionais e de gestão de riscos corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, afirmou que as críticas ao Pix partem de interesses que não beneficiam a população brasileira. A declaração foi feita durante o XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
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A polêmica envolvendo o Pix ganhou destaque após um documento divulgado pela Casa Branca na última quarta-feira (1). O relatório americano citou o sistema de pagamentos brasileiro como prejudicial para grandes empresas americanas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula disse que o Pix é brasileiro e que o país não mudará o sistema.
Picchetti abordou a evolução das moedas digitais, como o bitcoin e as stablecoins, e as regulações implementadas pelo Banco Central para equilibrar inovação e controle. Três novas regras, em vigor desde 2 de fevereiro, definem quem pode operar no mercado, aspectos operacionais e a relação dessas moedas com a taxa de câmbio.
As instituições financeiras têm até outubro para se adequarem às novas normas do Banco Central para atuar com stablecoins. O diretor ressaltou que o mercado de criptoativos já é uma realidade e que o Banco Central busca garantir a segurança e a estabilidade do sistema financeiro.
Fonte: Globo