Petróleo fecha em alta com tensões geopolíticas, mas reduz ganhos com negociações Israel-Líbano

Petróleo fecha em alta com tensões geopolíticas no Oriente Médio, mas reduz ganhos com negociações Israel-Líbano. WTI a US$ 97,87 e Brent a US$ 95,92.
Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA 11/06/2025 REUTERS/Eli Hartman

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira em alta, impulsionados por prêmios de risco devido às elevadas tensões no Oriente Médio. No entanto, parte dos ganhos foi reduzida ao longo da tarde após sinais de um possível avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano.

O petróleo WTI para maio, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou alta de 3,66%, adicionando US$ 3,46 e fechando a US$ 97,87 o barril. Já o Brent para junho, comercializado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 1,23%, com um ganho de US$ 1,17, terminando o dia a US$ 95,92 o barril.

Tensões no Oriente Médio sustentam valorização

A valorização inicial foi sustentada pela reprecificação do risco geopolítico, após ataques recentes na região que reacenderam temores sobre possíveis interrupções na oferta de petróleo. Relatos indicaram que apenas quatro navios passaram pelo Estreito de Ormuz na quarta-feira, com dados sugerindo que o Irã poderia ter colocado minas marítimas na área.

Negociações diplomáticas reduzem ganhos

No entanto, os preços perderam força com notícias de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou a intenção de iniciar negociações diretas com o Líbano. Essa sinalização diplomática contribuiu para a redução dos ganhos no final do pregão.

Perspectivas de mercado e projeções

Analistas apontam que a recente recuperação do petróleo não indica necessariamente uma escassez real de oferta, mas sim a reintrodução de prêmios de risco. O mercado tem reagido a choques geopolíticos de curto prazo, com o WTI projetado para permanecer volátil em uma faixa ampla enquanto as incertezas sobre a escalada do conflito persistirem.

A recuperação da oferta global deve ser apenas parcial no curto prazo, devido a danos na infraestrutura energética e gargalos logísticos. Esse cenário pode sustentar preços elevados por mais tempo e aumentar a volatilidade, com risco de perdas permanentes de capacidade produtiva.

O Goldman Sachs revisou para baixo suas projeções para os preços do petróleo no segundo trimestre, citando menor prêmio de risco no curto prazo. O banco prevê que o Brent ficará em US$ 90 o barril e o WTI em US$ 87 o barril no período.

Fontes: Infomoney Moneytimes

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