Aneel exige transferência de controle para solucionar caso Enel SP

Aneel exige transferência de controle para resolver situação da Enel SP, que enfrenta risco de perder concessão. Empresa tem 30 dias para defesa.
Logo da italiana Enel em sua sede em Milão. REUTERS/Flavio Lo Scalzo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicou que qualquer acordo para resolver a situação da distribuidora Enel São Paulo, que enfrenta risco de perder sua concessão, deverá envolver uma transferência de controle da empresa. Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel, afirmou que não vislumbra outra solução, a menos que um novo marco legal seja criado especificamente para este caso.

Ibovespa ao vivo 10 1
Ibovespa ao vivo 10 1

O que você precisa saber

  • A Aneel abriu processo administrativo para avaliar a caducidade do contrato da Enel São Paulo.
  • A distribuidora tem 30 dias para apresentar sua defesa.
  • A Enel tem manifestado publicamente o desejo de manter a concessão.

Contexto da decisão

A declaração de Feitosa surge após o ministro de Minas e Energia mencionar a possibilidade de uma “saída negociada” caso a Aneel recomende a caducidade do contrato. O diretor-geral da agência ressaltou que tal solução precisaria ser estruturada e aprovada pela Aneel, não sendo apenas uma decisão política. Ele citou exemplos anteriores, como a venda da concessão da Enel Goiás para a Equatorial e a entrada da J&F como operadora no Amazonas.

Próximos passos e outras concessões

A abertura do processo administrativo pela Aneel ocorreu após a constatação de “falhas estruturais” na prestação de serviços pela Enel São Paulo, especialmente após eventos climáticos extremos. A empresa terá um prazo de 30 dias para se defender. Feitosa indicou que a agência buscará uma resolução “o mais rápido possível”.

Em relação às concessões da Enel no Rio de Janeiro e Ceará, para as quais a Aneel recomendou a renovação, Feitosa declarou que não há impedimentos técnicos. No entanto, a decisão final sobre a assinatura dos aditivos contratuais, que estenderiam os contratos por mais 30 anos, cabe ao Ministério de Minas e Energia. As concessionárias da Enel foram as únicas a não serem convocadas para assinar esses aditivos.

Reajustes tarifários

Sobre os reajustes tarifários de energia, o diretor-geral da Aneel afirmou que não há uma diretriz para adiá-los enquanto o governo estuda medidas para reduzir as contas de luz. Segundo ele, eventuais adiamentos de reajustes que não foram aprovados nas datas contratuais contaram com a anuência prévia das distribuidoras, que buscavam diferir impactos tarifários.

Fonte: Infomoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade