A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciou que antecipará sua saída da corte para iniciar a transição de gestão. A eleição de seu sucessor, o ministro Kassio Nunes Marques, que conduzirá o processo eleitoral de outubro, está marcada para a próxima terça-feira (14).
O mandato de Cármen Lúcia terminaria em 3 de junho. A ministra justificou a antecipação como uma medida para conduzir o processo de transição com mais “equilíbrio e calma”, visando garantir a tranquilidade administrativa necessária para as eleições.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF [Supremo Tribunal Federal], decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, explicou Cármen Lúcia.
No Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra é relatora de uma proposta de Código de Ética, tema prioritário para o presidente da Corte, Edson Fachin. A posse da nova gestão do TSE está prevista para maio.
Cármen Lúcia ressaltou a importância de evitar atropelos e afobação na preparação das eleições, para que o processo ocorra de forma regular, transparente e segura. O ministro André Mendonça ocupará a vice-presidência do TSE ao lado de Nunes Marques.
A decisão de antecipar a saída foi comunicada após a marcação da data para a eleição da nova cúpula da Justiça Eleitoral. Cármen Lúcia também agendou para o mesmo dia a retomada do julgamento que pode cassar o governador de Roraima, Edilson Damião, e tornar inelegível o ex-governador Antonio Denarium. O caso já conta com dois votos pela condenação.
Fonte: Globo