O diretor de assuntos internacionais e de gestão de riscos corporativos do Banco Central (BC), Paulo Picchetti, destacou que o momento atual representa um “desafio grande” para a política monetária, tanto no Brasil quanto globalmente. Picchetti fez essa declaração durante a abertura de uma mesa-redonda com economistas no evento de premiação do Top 5 da pesquisa Focus sobre política monetária.
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Ele ressaltou que o Brasil e o restante do mundo se encontram em fases distintas do ciclo de política monetária, o que adiciona complexidade ao cenário. A gestão das taxas de juros e outras ferramentas monetárias torna-se mais delicada diante dessas divergências cíclicas e de choques externos, como as novas pressões de oferta que afetam a economia global.
Desafios da Política Monetária Global
Picchetti apontou que a coordenação de políticas monetárias entre diferentes economias é dificultada pelas distintas trajetórias de recuperação e inflação. Cada país enfrenta pressões específicas, exigindo respostas adaptadas, mas a interconexão global pode amplificar ou mitigar esses efeitos. A busca por estabilidade de preços em um ambiente de oferta restrita é um dos principais focos.
Cenário Brasileiro e Perspectivas
No contexto brasileiro, o Banco Central tem monitorado de perto os indicadores econômicos para calibrar suas decisões. A inflação, o nível de atividade e as expectativas futuras são fatores cruciais na definição da trajetória da taxa Selic. A declaração de Picchetti sugere que as incertezas globais podem impor restrições à flexibilidade da política monetária doméstica, mesmo diante de condições internas específicas.
A pesquisa Focus, mencionada por Picchetti, é um levantamento semanal realizado pelo BC com instituições financeiras para coletar projeções sobre indicadores econômicos. O evento de premiação reconhece as previsões mais precisas sobre a política monetária, refletindo a importância do tema para a estabilidade econômica.
Fonte: Globo